quarta-feira, 7 de março de 2012

Mais uma Decepção e a Conta, Por Favor

Já faz anos que venho nesse mesmo boteco, bebo uma ou duas doses do que me agrada e o resto da noite me vejo obrigada a engolir desaforos e desafetos. E por pura e simples convenção, permaneço no local até que o último algoz se vai, me deixando sozinha com meus pensamentos. Quando o sono me toma, tombo o corpo para o lado e permaneço no mesmo lugar, até que uma alma boa me apóia e me leva para aquele lugar que chamo de lar. No dia seguinte, eu volto para o mesmo lugar, pelos mesmos inexistentes motivos, para encher a cara das mesmas desilusões e chorar depois a ressaca de algo que nunca foi meu.

Mas sabe que ando me cansando da mesmice de ser pisoteada pelas mesmas pessoas, do mesmo jeito, todos os dias?

Hoje, vou fazer diferente.

Seu garçom, por favor, desce mais uma, apenas mais uma dose de decepção e traz a conta, por favor.

Estou indo embora. Quem sabe para outro país, estado ou cidade. Quem sabe estarei me mudando para o bar do outro lado da calçada? Estou indo para um lugar onde nunca estive, quem sabe eu não encontro outros aperitivos que sejam menos amargos do que a desilusão?

É isso. Um dia a gente cansa. E nunca é tarde. Eu vou nessa, a esmo, sem destino, quero apenas beber de novas fontes, abstrair de pessoas diferentes novas essências. As que me alimentavam até hoje não me satisfazem, apenas me absorvem a alma e o espírito.

Ei, seu garçom, me dá uma dose dupla de alegria e ... me deseja boa sorte?

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Até que o Amor Nos Separe...


Há muito tempo, na verdade, desde muito pequenos, acostumamos com os contos de fadas, onde a história sempre termina com um "E viveram felizes para sempre". Mais tarde, nas cerimônias de casamentos as quais comparecemos, nos acostumamos com o "Até que a morte nos separe". Acho o viver para sempre e o até que a morte nos separe longos demais, principalmente quando há o risco do sentimento se esvair por entre os dedos dos pombinhos que se declaram no altar, ou em qualquer outro lugar.

Sou casada, de corpo e alma, embora não tenha nenhum papel que comprove esse fato e eu não tenha feito nenhuma jura de amor eterno perante um padre/pastor ou qualquer outra pessoa que sabe menos da minha vida do que eu e ele. E desde o início do meu relacionamento, que sempre foi de entrega absoluta de ambas as partes, a minha ideia é a mesma: ficaremos juntos até que o amor acabe. Aí já me criticaram por pensar que o amor vai acabar um dia, sinal de que não amo de verdade hoje. Não fiz previsões de que irá acabar, mas se, e digo, apenas hipoteticamente se, um dia não nos olharmos mais com paixão, não compactuarmos mais da mesma cumplicidade, precisarmos viver outras histórias de engano para conseguir manter a mente sã ou tiver vontade de esganá-lo com um simples olhar, bom, não precisaremos de nenhum terapeuta familiar para me dizer que o amor se foi. E se ele se for, partimos atrás, em busca dele, ao lado de outra pessoa. Que mal há nisso?

O que não consigo me conformar, apesar de não ser problema meu, é com essas pessoas que vivem uma vida infernal ao lado de quem juraram amor eterno, que com o tempo acabou, mas preferem continuar vivendo uma guerra eterna dentro de casa e dentro de seus corações para manter tradição familiar e fazer feliz a impostora da sociedade.

Casamento, para mim, nunca foi o fim, mas sim, o início de uma vida a dois, de uma nova família, de um novo jeito de encarar a vida, mas isso não quer dizer que uma vez casados, casados para sempre, na alegria e na tristeza. Para tudo tem limite.

Conheço pessoas que vivem eternos tormentos mas não se desvencilham por causa do sacramento sagrado. Outras, vivem em puladas de cerca constante porque não suportam mais o parceiro, mas para manter a aparência, ficam juntos, sofrendo como loucos. Se afirmam categoricamente que o casamento é de Deus e que ele não aprova o divórcio, eu, que acredito que Deus é simplesmente o amor, o que ele não aprova é a infelicidade eterna dos seus filhos.

Estar junto, para mim, é compartilhar as risadas, a alegria, as lágrimas, é partilhar o pão, o abraço, o aconchego. Estar junto é se dar sem limites. É amar sem contenção. Estar junto, para mim, é manter se nessa situação até que o amor acabe, porque quando ele se vai, não há no mundo voto sagrado, dinheiro gasto em festa ou qualquer outra coisa que compense uma vida travada ao lado de alguém sem a presença do bom e velho amor.

Já estou casada há 5 anos. E o amor ainda está aqui, bonito, viçoso, forte e saudável. E eu estou mais feliz do que nunca, e pretendo estar pelo tempo que tiver que ser. Se for para sempre, que bênção, mas se não for, não tem problema. Meu contrato diz apenas que devo estar com alguém por prazer e alegria, não por capricho de uma regra. E diz também que o importante é estar feliz e viver tudo de bom que há para viver hoje, porque o amanhã não nos pertence. Então, para que me preocupar? Vivo! E isso me basta.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A Vida Da Gente


No consultório odontológico, três mulheres conversam sobre um tema típico da paixão feminia: Novelas. Conversa vai, conversa vem, uma diz que nunca viu uma novela tão sem graça quanto A Vida da Gente. Para ela , uma novela sem vilão de dar medo, fazendo dezenas de maldades, maquinando mal o tempo todo, não é uma novela de verdade, o que as outras prontamente concordaram.

Como ariana que sou,noveleira de plantão nas horas vagas, sou obrigada a discordar. A vida da gente é exatamente como o autor disse que seria: baseada em dramas reais, de pessoas normais, nos mostra problemas cotidianos, sem soluções mirabolantes a extraordinárias ao final do capítulo. Não tem um grande vilão, mas a vida da gente é assim. Com a sorte que temos, podemos respirar aliviados sem uma Nazaré Tedesco a nossa espreita do alto da escada; não precisamos conviver com uma megera como a Tereza Cristina, nem com uma pessoa com dupla personalidade, como a Norma, ou o Samir Hayalla.

Os nossos vilões diários são os problemas enfrentados dentro do casamento, um filho no leito de um hospital, um sonho não compartilhado por nosso parceiro, que nos frustra, dificuldades financeiras, e etc. Problemas encarados dentro da trama, com leveza, que nos fazem sentir normais diante de tantas circunstâncias anormais.

A Vida da Gente é uma novela mela cueca, como diria alguns mais exigentes por tramas enroladas, com direito a robô com a cara do grande amor da vida de um homem, viagem ao centro da terra, armações sem fim e ilimitadas, com o grande vilão escapando no final de tudo para um paraíso desconhecido, mas ainda assim, a novela das seis é muito mais realista do que um monte de asneira que é exibido no horário nobre, que deixa o telespctador se sentindo um idiota ao ser tratado pelo autor como tal.

Para mim, A Vida da Gente tem o tom certo para o horário. A Eva e o Jonas são maléficos, mas são pessoas que podemos comparar com quem conhecemos e cruzam nosso caminho. Desvio de caráter que pode ser ajustado, diferente de sociopatas que não mudam nunca; estarão sempre atrás de uma maldade mais complexa. E desse tipo de vilão, a tv já anda saturada, não precisamos de mais em pleno fim de tarde.

Pode ser que no final da trama o autor me surpreenda e mude totalmente o comportamento dos personagens e os trasformem naquilo que parte do público diz que quer ver. Se isto acontecer, minha opinião poderá mudar sobre a novela (ou não). Por enquanto, penso assim. E torço para um final feliz para a Ana, outro para a Manuela, a Júlia, o Rodrigo e os demais personagens que se tornaram de repente tão íntimos da gente por afinidades que descobrimos neles, em uma relação ímpar com A Vida da Gente....

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Aprendendo a Tocar Violão

É isso mesmo! Estou aprendendo a tocar violão. Para uma pessoa, como eu, criada em uma família de músicos, seria mais natural se eu já tocasse um instrumento musical qualquer. Mas não. Nunca toquei. Sempre me aventurei no canto. Tocar? Só boi... e gente, às vezes.

Mas agora, aos 29 nos de idade, quase trintando como diz uma amiga minha, invento uma nova moda e lá vou eu, toda quinta-feira com meu violão (sim, eu tenho um violão mesmo sem saber tocar) meio pendurado nas minhas costas fazer aula com um professor particular.

A cada dia que se passa mais me convenço que nasci para cantar e não para tocar. A batida perfeita nunca sai das minhas mãos; as notas se perdem, depois de ter demorado uma meia hora para encontrá-las, eu me desespero, digo que vou desistir, mas sempre volto para o mesmo local, no mesmo horário, uma vez por semana. E sempre que termina uma aula, saio do estúdio numa empolgação de deixar qualquer um convencido de que a coisa está dando certo para mim.

Meu professor é paciente, já é meu amigo há mais tempo, e se não aprendo totalmente a tocar violão, troco altas ideias com ele, sobre música, teatro, cinema, baladas, sobre coisas, quaisquer que sejam essas coisas. E eu saio de cada aula de alma renovada e com uma musiquinha nova na cabeça que obrigo meu marido a cantar para mim assim que chego em casa, uma vez que não tenho coordenação suficiente ainda para cantar e tocar ao mesmo tempo.

Poderia desistir, mas não. Quero tentar uma aula a mais até quem sabe encontrar a harmonia perfeita para fazer um dueto com meus próprios devaneios.

Não existe um tempo certo para aprender alguma coisa. Eu, por exemplo, poderia ter aprendido a tocar violão lá na minha infância, como os meus irmãos. Mas não. Cá estou, uma dona de casa, que ainda se divide entre o trabalho, a faculdade, o marido e os meus cachorros (não necessariamente nesta ordem) a inventar mais uma coisa para a minha já atarefada vida. No entanto, é uma coisa que me dá prazer, cuja vontade de aprender já se tornou uma obsessão, mas uma obsessão do bem, que não me faz sonhar em ser uma pop star...eu quero apenas tocar uma musiquinha por vez e um dia quem sabe, embalar meus filhos com elas, assim como um dia fez o meu pai?

Como na propaganda de um produto alimentício, eu me pergunto: aprender a tocar a violão a esta altura? Por que não? E se querem saber eu estou adorando!!!!!!!!




A todos, o meu abraço!!!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Desculpa, eu errei!

Errar é humando. Reconhecer o erro e se desculpar, á divino!

Hoje parei para pensar que muitas vezes permanecemos nos erros e enganos da vida pelo simples fato de não darmos o braço a torcer, por medo de parecermos fracos ou por orgulho bobo mesmo, e nos condenamos a passar a vida nos lamentando apenas por dentro os males que causamos a nossa própria existência.

As vezes, se desculpar por um erro, custa caro, mas o alívio que traz e o peso que tira dos nossos corações, compensa todo e qualquer sacrifício.

Eu, pela sei lá em que casa de milhões eu já me encontro, me enganei de novo. Sobre pessoas, sobre momentos, sobre detalhes pequenos que poderiam se transformar em monstros gigantescos não fosse a minha coragem de reconhecer o erro e tentar, pelo menos tentar, me retratar.

Tudo bem que um pedido de desculpas não salva o mundo da condenação no mármore do inferno por tantos e tantos pecados. Mas um pedido de desculpas pode pelo menos acabar com aquele mal entendido, reavaliar um conceito, aprimorar uma relação.

Por isso, não se envergonhe. Errou? Peça desculpas! E logo, antes que o pequeno mal que você nem quis causar ganhe proporções maiores do que você consiga imaginar.

Aquele abraço, meu povo!!!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Arrumando a Alma


Hoje, tirei o dia para fazer uma limpeza na minha alma. Uma faxina completa!

Comecei varrendo todos os cantos. Encontrei velhas memórias, ressentimentos de tempos passados que ainda me fazem sofrer. Juntei-os todos em um saco bem grande de lixo.

Lavei a poeira dos resquícios de um amor passado. Depois, coloquei um novo amor em seu lugar.

Nas lembranças boas apenas passei um pano para retirar a poeira do tempo. Recoloquei-as no mesmo lugar, aquele cantinho especial de recordações onde sempre hei de retornar.

Os maus sentimentos, as angústias, os temores e agonias, mandei icinerar, para não restar sequer vestígios.

Depois da casa limpa, perfumei-a toda com minha fragrância especial, aquela que me lembra apenas das coisas lindas da vida.

De alma lavada e perfumada, pude sentir os bons fluidos dos nobres sentimentos, pude perceber o quanto viver ainda pode ser bacana. Alma lavada, coração mais leve, consciência tranqüila: enfim, estou pronta para recomeçar a sonhar!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Cá Entre Nós...

...Que ninguém esperava grande coisa dessa seleção brasileira de futebol, é fato conhecido e consumado, mas ver o Brasil ser eliminado da Copa América depois de perder quatro pênaltis, por esta ninguém esperava! Afinal, nunca na história deste país, tal vexame foi observado. E pensar que os jogadores escalados ganham milhões e para quê? Para perderem gols feitos que até a minha avó faria. Uma lástima!!!


... Quem está entendendo o plano de vingança da Norma em Insensato Coração levanta a mão e me chama de burra. Porque eu não consegui até hoje assimilar os pensamentos da vingativa! Chega a ser bizarra as cenas com os dois, ambos, talentosos, mas sufocados em uma trama medíocre e absurda, esquisita, que deixa o telespectador meio abobalhado com tanta asneira. Bizarro!



... Que o Ronaldinho Gaúcho é um baladeiro de plantão, todo mundo sabe, mas daí a fazer virar novela cada saída do moço com sei lá quem, já beira a desespero por parte de uma mídia que quer e não tem o que noticiar. Que tal falar de idéias para o bem, para variar? Palhaçada!!!


... A Presidente Dilma é estranha e ponto final! Mas não é que a personagem Dil Maquinista do Zorra Total está incrivelmente engraçada, para um programa de humor velho e batido? Novos quadros repaginam o programa e conseguiram até prender a minha atenção durante alguns minutos no sábado a noite. Legal!!!


Cá entre nós, eu ando tão crítica ultimamente...


Até a próxima!!!